domingo, 4 de dezembro de 2016

Chuva rima com...?

No dicionário cá de casa, chuva rima com cozinha. E também rima com forno ligado, com a casa a cheirar a bolos e com um leve aroma a citrinos empilhados na fruteira, acabadinhos de chegar de Casebres, a terra alentejana da avó do Rui.
E na vossa casa, chuva rima com quê?...

[se quiserem ver mais alguns pequenos-almoços e snacks deste fim-de-semana, espreitem  @martadolcefarniente]

sábado, 3 de dezembro de 2016

Em tempo real...

Chove torrencialmente.
Tenho batata-doce a assar no forno e a nossa cozinha tem aquele cheiro quente e doce do Outono dentro de casa. 
Os putos estão na sala, a ver um filme, enquanto o Rui distrai o Vicente com macacadas, sentado no sofá.
Estamos todos de pijama e não sei se passaremos à fase seguinte, porque sabe bem estar na ronha em família. 
O nosso Natal podia ser hoje. Neste instante.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Parabéns, papá ❤️



A mãe deu-me os pés assentes na terra, e tu deste-me as asas para voar.
A mãe ensinou-me a dar passos seguros, e tu ensinaste-me a arriscar por caminhos menos óbvios.
A mãe mostrou-me a segurança da estabilidade e tu, o frio bom na barriga do risco.

És o meu lado sonhador e eternamente insatisfeito, e essa dádiva do deslumbramento infinito, será sempre o teu maior presente.

[parabéns, papá]

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Nós por cá!

Juvenália de Oliveira Fotografia

Quando o Vicente pôs o capacete, há 1 mês e meio, tinha 13mm de assimetria craniana. Passadas três semanas, já só tinha 7mm e há dois dias, tem apenas 3mm.
Todos os nossos esforços valeram a pena e essa certeza é como quando acendemos a lareira, num dia gelado lá fora: um conforto mesmo bom.

[para as muitas pessoas que têm perguntado, o Vicente está a ser acompanhado pela neurocirurgiã, Dr.ª Ana Paula Rodeia, no Hospital dos Lusíadas]

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Rebenta a bolha! [e um agradecimento]

Pau Storch Photography

A bolha está a rebentar. O tempo que falta para voltar ao trabalho começa a esgotar-se, e sei que é altura de me preparar para um novo ciclo. Mais um.
Não me posso queixar. O Vicente tem 6 meses e continuo em casa, com todos os direitos que me assistem, a usufruir deste filho que não planeei, mas que me transformou na mãe que sempre quis ser, mas que não sabia como.
Nos dias que correm, infelizmente, isto ainda faz de mim uma mulher e uma mãe privilegiadas, porque quantas de nós não tiveram possibilidade de gozar desta paz, deste tempo e deste direito? A mãe chinesa que estava ao meu lado na maternidade, tinha a filha nos braços há pouco mais de oito horas, urinava para a arrastadeira e mal conseguia ter-se de pé,  e já tinha a patroa portuguesa a ligar-lhe para o telemóvel e a perguntar-lhe, aos gritos, por um papel...a massagista onde fui durante a gravidez disse-me que só ficou com a sua bebé 1 mês, porque as contas tinham que ser pagas e quem não trabalha, não recebe. Este é o País real e eu vivo numa bolha confortável que recebe sem trabalhar, a lamber a cria, enfiada no ninho.
Ainda assim, nada disso me tira o peso da angústia, nem o direito de me lamentar. É bom voltar a sentir-me útil para além da utilidade que sou para o meu bebé, mas até ao ano de idade dele, confesso que preferia estar em tele-trabalho, ou numa actividade que me permitisse gerir o meu tempo.
Mas este é o sistema que temos, um sistema esquizofrénico, que ao mesmo tempo que nos tira a liberdade diária da gestão do tempo, nos garante direitos e não nos obriga a ir trabalhar 1 mês depois de parirmos. 
Mas porque os sistemas são feitos de pessoas, não seria justa se não agradecesse àquelas que fazem parte daquele a que pertenço (chefias e colegas), que em momento algum criticaram a mãe que escolhi ser: uma que pôde dar tempo e que teve espaço. Obrigada.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O amor e o humor

Juvenália de Oliveira Fotografia
Acabamos sempre a noite lado a lado, enterrados no sofá que comprámos beige, mas que por força da família numerosa e do gato que temos, é da cor das mantas que vamos pondo em cima, as que estão lavadas no momento. O sofá está quase sempre pejado de princesas-sereia ou de legos minúsculos, de modo que é comum ouvirmo-nos a gritar de dor, porque espetámos uma dessas belas relíquias no rabo.
A mesa à frente da televisão ainda costuma ter uns vestidos de princesa com que a minha filha se mascarou ao final do dia, e se olharmos para o tapete, ainda estão por lá os ténis que os meus filhos deixaram na sala e que gritamos (com a pouca energia que nos sobra), para que venham arrumar antes de se deitarem.
Damos por nós a repetir as regras quinhentas mil vezes e isso cansa, mas acho que a comunicação com  adolescentes tem esta característica irritante: a de parecer que nunca somos ouvidos. Se pensar bem, só costumo descobrir que os meus filhos interiorizaram o que lhes dizemos, quando estão na casa de alguém e aí, são normalmente cuidadosos. Menos mal.
Prezo a comunicação no casal. Juro. Mas chegada esta fase da noite, não me apetece falar com o meu homem que é, por sinal, o homem da minha vida. Ele  vê as aventuras de uma comunidade que vive isolada no Alasca, e eu assisto em loop a ted talks no youtube, um vício como outro qualquer. Não trocamos três palavras, não porque não tenhamos assunto, mas porque não nos apetece. E sim...está tudo bem, só está tudo cansado.
De manhã, já com ele a trabalhar, trocamos mensagens de amor e muitas promessas de que o serão seguinte vai ser diferente. Mas normalmente nunca é, porque é humanamente impossível.
Resta-nos saber que isto passa. E também nos resta a capacidade (que ainda temos!), de nos rirmos de nós próprios.
O amor junta-nos e o humor salva-nos.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Workshop em Mediação Familiar Internacional [eu vou!]



É já amanhã, na Red Apple em Lisboa, que decorre mais um workshop em Mediação Familiar Internacional, um tema na ordem do dia, numa sociedade cada vez mais globalizada, em que as relações e os conflitos familiares vão, tantas vezes, além do território nacional.
O workshop realiza-se entre as 18h e as 22h e será dinamizado pela Mediadora Familiar, Mediadora Familiar Transfronteiriça e Advogada, Inês Inverno, destinando-se a pais, mediadores familiares, psicólogos, juristas, professores, educadores e a todas as pessoas que, como eu, se interessam pelo tema.
Para todas as informações, espreitem AQUI e inscrevam-se!

Refeições divertidas com a EZPZ!*





Cruzámo-nos com a Marília e com a EZPZ por acaso, à saída de um dos elevadores do Centro Comercial Colombo. Os melhores encontros são, muitas vezes, inesperados e este tinha tudo para dar certo, já que o Vicente tinha começado a diversificação alimentar há 1 dia.
A Marília é a representante da EZPZ em Portugal, uma marca norte-americana fundada por uma mãe de três filhos, Lindsey  Laurain, que ganhou notoriedade com a sua participação no programa Shark Tank EUA, em Janeiro de 2016, e que oferece uma gama divertida e colorida de tabuleiros para as refeições dos mais pequeninos.
Os tabuleiros são todos fabricados em silicone alimentar e têm uma particularidade que me convenceu: o facto de em contacto com uma superfície lisa, não deslizarem nunca, característica que, vos garanto, é uma enorme mais valia!
Escolhi para o Vicente o tabuleiro Happy Mat coral, mas também há em cinzento, verde lima e  azul. As cores são lindas, o silicone é hipolargénico (evitando a proliferação de fungos), é lavável na máquina e pode ir ao microondas e ao forno, até 175ºC.
Os tabuleiros EZPZ foram também concebidos para se tornarem uma ferramenta educativa no desenvolvimento das competências motoras dos mais pequenos, através da autoalimentação, e pode ser um excelente recurso para crianças e adultos com algum tipo de deficiência motora.

Para todas as informações, espreitem AQUI!

[se quiserem ir acompanhando as refeições do Vicente e outras aventuras familiares, sigam-nos no @Dolce Far Niente]

*Post escrito em parceria com a EZPZ

domingo, 27 de novembro de 2016

À conversa sobre o desafio dos recomeços...


Ontem fui falar sobre "famílias recompostas" no Festival Cogito, em Oeiras.
Foram várias semanas a dormir (mal) sobre o assunto, porque sabia que iria ter uma audiência de peso e que o tema não era fácil. Na verdade, a proximidade que temos a certos temas faz com que seja mais difícil falarmos sobre eles para tanta gente, porque vem a emoção e uma mistura de sentimentos que não sabemos se conseguimos controlar em cima de um palco, sem rede. Minto, tinha à minha frente a melhor rede de todas: o meu marido e o meu bebé, e as minhas duas Carlas Rochas, amigas de todas as horas, rochedos de todas os momentos. Se me falhasse a voz, se torcesse um pé, se tivesse uma branca, tenho a certeza que saltariam para o palco para me amparar e, se preciso fosse, falariam por mim. Fariam qualquer coisa por mim, e se esta não é a melhor rede de todas, qual será?
A verdade, é que não foi preciso. Respirei fundo muitas vezes antes de ouvir o meu nome, repeti a mim própria que a minha morte não estava escrita para acontecer em frente a 300 pessoas e avancei. 
Para além da morte súbita, tive medo de perder o fôlego e de me faltar o ar ao longo dos 18 minutos que me estavam destinados, mas também isso não aconteceu. Afinal, estava ali a partilhar parte da minha história, e mais ninguém conseguiria contá-la como eu. 
Passados dois segundos, esqueci os medos e limitei-me a fazer a única coisa que ninguém sabe fazer por mim: ser eu própria. E embora esse facto não tenha tornado a coisa mais fácil, tornou-a autêntica. É o que me basta.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Há meio ano que a tua cara não me é estranha...

Pau Storch Photography

Há 6 meses tinhas exactamente oito horas de vida. Estávamos os dois meio adormecidos na cama da maternidade, tu exausto do parto e eu, a pairar entre o desmaio de cansaço e a histeria. Uma espécie de catatonia que mantenho até hoje.
O papá estava em casa, em pulgas para chegar a hora da primeira visita, e quando às duas da tarde entrou pela enfermaria adentro, vinha com aquela cara tonta de quem está embriagado pela hormona da felicidade...um dia vais saber o que isso é. 
Acho que já te disse muitas vezes que me apaixonei logo por ti, assim que te vi quente, sujo e minúsculo. Foi um coup de foudre, amor à primeira vista, paixão em estado puro. Essa embriaguez da paixão, mantenho-a também até hoje, apesar de me sugares até ao tutano, de não me deixares dormir mais que três horas seguidas e de monopolizares os meus dias inteiros. Aliás, monopolizas a família inteira com o teu choro urgente, o riso dobrado e as covinhas que fazes nas bochechas e que derretem o coração mais empedernido.
Nota-se muito que estou completamente apaixonada por ti, meu amor?
Há meio ano que a tua cara não me é estranha, mas já te conheço há uma vida inteira.

[parabéns, meu querido bebé]

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O meu desafio na Clínica do Tempo continua!*




Desde que em Julho, iniciei o processo de recuperação pós-parto na Clínica do Tempo, já perdi 13,6kg. Tem sido uma aventura gigante, porque apesar das restrições alimentares impostas no início do processo (não vos minto...), a ideia foi sempre reaprender a comer de forma saudável, e não entrar em dieta a vida toda. Até porque ninguém consegue estar de dieta a vida toda! Desafio superado.
Pelo meio, fui lendo muita coisa sobre alimentação, muitas vias para chegarmos ao destino último (que, no meu caso, é a saúde), e escolhi não seguir nenhuma em particular, focando-me na qualidade e na diversidade dos alimentos, e aprendendo a escutar o meu corpo, sem fundamentalismos.
Chegada a este ponto de que me orgulho, tenho dois desafios pela frente: manter o peso e tonificar os músculos.  É que emagrecer aos 42 anos, depois de uma quarta gravidez, não é a mesma coisa que emagrecer aos 20, nem aos 30. A flacidez foi uma consequência natural e esperada do processo, facto que determinou a fase seguinte: um reajustamento do plano nutricional e o início do tratamento de tonificação muscular Biotime, que através da combinação de termoterapia com infravermelhos, electroestimulação e ultrassons, ajuda a modelar o corpo e a tonificar zonas específicas.
É aqui que estou neste momento.
Vou dando notícias, sim?

*post escrito em parceria com a Clínica do Tempo

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Os filhos desatam nós [e eu agradeço!]


Ontem dizia ao meu filho Vasco (que tem uma fé inabalável em mim e nas minhas capacidades), que estava cheia de medo da minha participação no Festival Cogito.
Respondeu-me que ainda bem que tinha medo. Que era sinal de que é importante.
Olhei-o em silêncio e percebi o tanto que os miúdos nos ensinam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Beijos mil

A vida cruzou-nos há uns anos, para vivermos juntas este exacto momento. Para te poder dar o meu ombro, a minha casa, os meus scones com doce de morango, enquanto tu me deixas generosamente revisitar os meus escombros e os meus fantasmas. E me ajudas, sem dares conta, a curar mais algumas feridas ainda por sarar.
Tornámo-nos amigas num café, enquanto te contava das dores que passei para mudar de vida. E a sintonia entre nós deu-se, porque entendeste-as todas, como se já as conhecesses de cor e salteado. Mais uma vez, constato que as almas velhas precedem as circunstâncias. Também já o vivi na primeira pessoa e sei como é.
Mas afianço-te que há recomeços. E que ninguém os conhece tão bem como tu e eu. Porque é uma história que já contámos uma à outra milhares de vezes.

[beijos mil, como te costumas despedir de mim]

domingo, 20 de novembro de 2016

Domingo de chuva

Juvenália de Oliveira Fotografia

Hoje foi dia de pijama. E de scones com doce de morango. E de tecnologias. E de filme em família. E de estudo e TPCs. E de mimos. E de arrelias. E de manta no sofá. E de brigas de manos. E de paciência e falta dela. E de porto seguro para uma amiga. E de chá quente.
Hoje foi um dia de chuva bom.

Sabem qual é a minha maior descoberta?



...perceber que não há nada melhor que a vida real.

[bom Domingo!]

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A primeira papa do Vicente!

Juvenália de Oliveira Fotografia

Pergunto-me que interesse terá este tipo de informação para as vossas vidas, mas como este blogue tem sido uma espécie de diário, aqui fica este registo-de-mãe-babada para a posteridade:

Há dois dias o Vicente começou uma nova etapa: a introdução dos sólidos em simultâneo com o aleitamento materno.
Quisemos fazê-lo em coerência com o tipo de alimentação que temos seguido em família nos últimos tempos, e contamos com uma Pediatra que está alinhada connosco {com quem conto, aliás, há 15 anos!}. 
Isto não implica nenhum tipo de fundamentalismo, mas a crença de que quanto mais tarde o Vicente experimentar açúcares adicionados, melhor. E a certeza de que não optaremos por papas comerciais, sempre que a logística o permitir. E como é que se reverte uma logística complicada a nosso favor? Através de um planeamento atempado e rigoroso, que passa por ter os ingredientes necessários em casa e as receitas definidas previamente. Sem desculpas.

[para quem perguntou de que foi feita a primeira papa do Vicente, levou farinha de alfarroba, pêra e água]

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Obrigada, mãe [por tudo]



Juvenália de Oliveira Fotografia
Mãe,
Obrigada por estares sempre presente quando mais precisamos {sabes do que falo}. E por captares estes momentos tão nossos para a eternidade.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Como é que venço o medo?


Foto: Maria João Pote Fonseca
Faltam exactamente dez dias para o Festival Cogito e para a minha apresentação sobre Famílias Recompostas no evento, e sinto que tenho um countdown dentro da minha cabeça. Desde que fui convidada para participar que sei de cor quantos dias faltam, porque contabilizo o tempo que ainda tenho para respirar fundo e para me preparar para me lançar no precipício e morrer. Basicamente, conto os dias para a morte.
Este é o medo que está num dos lados do meu cérebro. Uma parte irritante que me diz constantemente que não sou capaz, que vou estar tão nervosa que não conseguirei dizer metade do que tinha preparado, que nada do que tenho para revelar tem interesse e blá-blá-blá. Esta é a parte do cérebro que me atrapalha a vida, porque me sussurra em repeat que nunca estou à altura daquilo a que me proponho. Reconhecem esta sensação?
Se fosse há uns anos, nunca teria aceite o convite, porque esta maldita parte do cérebro comandada pelo medo vencia sempre, sobre todas as coisas. Era um padrão. O medo {entidade que acolho, mas que não me pode definir, nem limitar}, era sempre maior que esta curiosidade que tenho de me desafiar. Um medo tão limitador, que fazia uma de duas coisas: ou não me deixava avançar, ou dava uma permissão quase sádica, porque me punha completamente de rastos, tipo "sim, vai lá a esse evento, mas te garanto que corre mal!"
Comecei a desconfiar desta prepotência do medo quando percebi que era raro correr mal, e isso pôs-me de sobreaviso sobre as suas boas intenções. O sacana não estava ali para me salvar, mas para me enterrar.
Hoje em dia, aceito os desafios antes que o medo se ponha em bicos dos pés comigo. E tento racionalizar as mentiras que ele me apregoa: afinal, qual é a pior coisa que pode acontecer no Cogito? Ter um AVC em palco? Engasgar-me? Esquecer-me da minha própria história? Partir uma perna? E se correr mal?...serei menos capaz, burra, tonta?...
O medo existe para nos pôr alerta e para nos mostrar que temos que nos preparar. E salvo se a ideia for atirarmo-nos a um poço, de uma ponte, ou para debaixo de um comboio, é avançar e ver no que dá.
Dia 26 é o que farei. Serei eu própria a ver no que dá. Com o medo a rondar, mas sem deixar que me engula.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

A foto está uma treta, mas publico-a por 3 razões...


Porque voltei aos saltos altos e a sentir-me na minha pele. Porque ousei usar uma mini-saia, peça de roupa que nunca imaginei que voltasse a vestir tão cedo. Talvez nunca mais. Porque recomeço a sentir-me mulher, para além de mãe. Sabem do que falo, certo?

Nós por cá [a plagiocefalia do Vicente]

Juvenália de Oliveira Fotografia


Falei no assunto aqui no blogue e agora não seria justo não ir dando notícias.
O Vicente tem capacete há cerca de 4 semanas para corrigir a plagiocefalia, e já se notam mudanças significativas no formato da cabeça. Da última vez que fomos à consulta de monitorização, só tinham passado duas semanas e meia e a assimetria craniana já tinha reduzido 6mm. Boas, excelentes notícias!
Ainda assim, o dia-a-dia com o seu novo "acessório" tem sido com altos e baixos, como seria de esperar. Já está mais habituado a usá-lo 23 horas do dia, mas não deixa de ser um incómodo diário.
A mim custa-me ter menos área para dar beijinhos e poucas bochechas para apertar, mas é uma perspectiva meramente egoísta. A ele custar-lhe-á o calor e a humidade constantes, o mau jeito para dormir e, imagino, a falta do contacto pele com pele na cara, porque desde que nasceu que estava habituado a ser "estrafogado" por mim, até ficar com o rosto esborrachado contra o meu {as mães entendem o que isto é, certo?}.
Sei, no entanto, que isto tudo é a prazo e que está a acontecer pela melhor das causas. Vejo as melhorias constantes: a cabeça menos achatada, as orelhas e a testa menos salientes, o rosto mais redondo, e isso chega-me. São 4 meses {agora três!}, e o que é isso numa vida inteira?

[obrigada pelas mensagens de melhoras e pelo apoio]

PS: ao leitor anónimo que diz que o meu bebé tem orelhas de abano e que parece um macaquinho, dizer-lhe que não desespere...a coisa está a melhorar a olhos vistos. Logo, logo, não precisará mais preocupar-se.