sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Guess Watches & Jewels [amor, daqui a pouco é Natal!]





Basta olhar para os quilos de pulseiras e acessórios que andam comigo todos os dias, para perceber que a máxima "less is more" {que invejo e reconheço nas mulheres de grande estilo} não é a minha. Já experimentei várias vezes libertar-me de grande parte da tralha que tenho em cima de mim, mas deixo de ser eu quando os meus pulsos não chocalham à medida que falo, ou quando deixo em casa algumas peças que marcam a minha vida, como o anel que o meu marido me deu no dia em que casámos, ou outro que me foi oferecido por um dos meus filhos no dia em que ele próprio fez anos.
Para além da obsessão por pulseiras e afins, herdei do meu pai a paixão por relógios, que uso no pulso direito, como ele. 
O convite da Guess para conhecer as suas novas colecções Guess Watches & Jewels foi, assim, a cereja no topo do bolo. E há modelos e peças para todos os gostos, desde os mais exuberantes até a uma linha mais clássica, pela qual fiquei apaixonada. Não sei se as peças que escolhi acima são as que melhor traduzem o espírito desta colecção, mas são duas que traria comigo de olhos fechados!
Espreitem mais AQUI, e percam-se. E bem sei que não parece, mas qualquer dia é Natal... :)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Hoje já não dá para mais...[boa noite]


À medida que o Vicente cresce, aumenta a minha dificuldade em fazer o que quer que seja com ele em casa, porque requer cada vez mais atenção, faz sonos mais curtos e dá muita luta para adormecer. Hoje foi mais de uma hora para conseguir que, finalmente, adormecesse no berço, e depois da batalha vencida, chego à sala e só me apetece desmaiar em cima do sofá. Já não sobra muita energia para vos escrever...
Finalmente com os putos todos deitados, esta é a minha cara a dizer "amor, por favor vamos dormir!".

[já não consigo contar-vos sobre o tratamento que comecei na Clínica do Tempo, mas espreitem as fotos  em @martadolcefarniente e amanhã passem por aqui!] 

Uma questão de PEL...


A alteração de alguns dos nossos hábitos alimentares tem sido, como já aqui disse, um processo feito em família. Acredito, aliás, que só funciona assim: quando temos a cumplicidade daqueles que vivem connosco, ou ficaria um desafio difícil demais ter de fazer mais do que uma refeição, ou ter ao lado quem desdenhasse das nossas escolhas alimentares, a todo o momento. O apoio do meu marido desde a primeira hora em que decidi mudar de alimentação e tentar fazer escolhas mais saudáveis, tem sido vital para conseguir continuar. Aquilo que era uma meta minha, passou a ser um projecto nosso, e essa é a chave disto tudo, mas também do que somos enquanto casal: uma equipa.
Com os miúdos, contudo, temos um desafio maior pela frente. Se com o Vicente queremos fazer diferente desde o início {estender a amamentação em exclusivo até aos 6 meses e depois disso, amamentar até conseguir; evitar as papas comerciais e apostar nas caseiras; adiar a introdução dos açúcares adicionados para o mais tarde possível; diversificar sabores e texturas logo que possamos; escolher produtos sazonais e locais, sempre que der}, com os mais velhos temos velhos hábitos instituídos {mea culpa}, e fica mais difícil. 
Com eles, a estratégia tem sido  convencer pela regra que baptizei de "PEL": Persistência, Exemplo e Leveza:
Persistência para continuarmos a experimentar sabores, ingredientes e pratos novos, mesmo quando os putos franzem o nariz e dizem que não gostam à primeira;
Exemplo dado por nós em cada refeição, desmistificando a ideia de que o que é saudável sabe mal e tem mau aspecto;
Leveza para mostrar-lhes o caminho sem pressões, nem fundamentalismos, para que esta "viagem" seja um prazer, e não um suplício.
Acredito que esta regra pode, aliás, ser transposta para outros ensinamentos que gostaríamos de transmitir aos nossos filhos e que, tantas vezes, impomos pela força, pela palavra, mais que pela prática. e pela incoerência que muitas vezes nos caracteriza. Vistas bem as coisas, este é um caminho em família que vai muito para além da alimentação e isso, só por si, é um jogo bom de se jogar.
Uma vitória já temos: ver a minha filha Vitória a comer melhor e a planear connosco as refeições do dia seguinte, sem sacrifício. Grande Vitória!

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Coisas que me derretem...


...este comentário do meu filho mais velho, ontem à noite: "mãe, acho que não há nada mais bonito que o Vicente!"

terça-feira, 27 de setembro de 2016

O que me levou a publicar o vídeo aqui de baixo...

Antes de publicar o post aqui de baixo, tive a seguinte conversa com um dos meus filhos:
Eu: "Diz a verdade, achas que a mamã pode publicar o vídeo, ou está muito ridículo? Podes ser honesto..."
Ele: "Mãe, podes mesmo publicar, a sério! Pelo que estive a ver {não leves a mal}, está tão ridículo como os outros todos que tenho visto..."

Contra factos, não há argumentos. Publiquei.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Agora tenho um ridículo canal no YouTube [não vale gozar!]


Criei um canal no YouTube, não há uma maneira menos ridícula de dizer isto. 
Este é o terceiro vídeo, mas é o primeiro que publico aqui, porque é o que tem mais a ver comigo e o que está mais próximo do que quero que venha a ser: um espaço descontraído para ir falando das minhas parvoíces melodramáticas de mulher e de mãe, sem artifícios, nem poses estudadas. Um espaço onde possa ser eu própria, despenteada na maioria dos dias, distraída, cheia de pecadilhos, como sou na vida real.
Gosto muito de escrever, mas não gosto menos de falar. E quando não tenho ninguém com quem dar à língua, falo muitas vezes sozinha, em frente ao espelho. Correndo o risco de me acharem ridícula {mas, assim como assim, já está tudo perdido com estes vídeos!}, a minha casa-de-banho já foi palco de entrevistas com a Oprah e com a nossa querida Júlia Pinheiro, e até  já fui protagonista de várias novelas, normalmente a vilã. De modo que criar um canal no YouTube para falar da minha caótica vida real, é só mais um passo nesta insanidade que me vai arrumando. Costumo dizer que tenho duas maneiras de me organizar mentalmente: a escrever e a falar em voz alta. Aqui está.
Esta é, igualmente, outra maneira de me divertir que começa como começou este blogue: sem expectativas de nenhuma espécie, a não ser a de fazer mais uma coisa que gosto.
Como verão, a edição é mesmo muito má {ainda não sei fazer melhor, nem sei se algum dia saberei!}, e não há lugar a maquilhagem profissional, nem a cabelo arranjado no cabeleireiro. Sou eu e a minha realidade de todos os dias, e se tiverem paciência para me aturar nestes preparos, vão espreitando AQUI.
Obrigada!

"Eu e o meu papá nas vacinas..."


"...doeu-lhe mais que a mim".

domingo, 25 de setembro de 2016

Para quem pediu o planeamento dos nossos pequenos-almoços...

Apesar da família numerosa que tenho, nunca fui uma fada do lar, nem tão pouco uma mãe muito organizada nas tarefas domésticas. Até à entrada do Rui na minha vida, geria o improviso com a mestria e a descontracção possíveis, e nunca me saí mal, mas com ele, veio o planeamento, graças a Deus! Vieram as tabelas excel {essas dispenso, obrigada!}, as listas de compras e as tentativas {às vezes frustradas}, de menus para a semana inteira.
Claro que numa família grande como a minha, há uma máxima: "planeia tudo o que conseguires, mas sê exímia na arte do improviso, ou estás lixada!". Criei-a à minha medida, claro está, e ajuda-me a acreditar que eu e o meu homem nascemos um para o outro, porque somos o improviso e a organização, respectivamente.
Com o nascimento do Vicente, no entanto, tenho-me rendido ao planeamento familiar, em especial, no que diz respeito às refeições da semana, porque o tempo que tenho disponível para fazer compras é reduzido com um bebé em casa, e porque as nossas mudanças alimentares exigem que tenhamos os ingredientes em casa, caso contrário, enchemos a barriga com o que não devemos.
Por ter falado nisto, alguém me pediu o planeamento dos nossos pequenos-almoços, pelo que vos deixo o da semana passada, tal e qual como consta nas notas do nosso telemóvel:


O plano nem sempre foi seguido à risca, mas acreditem que ajuda de manhã, quando os neurónios estão de tal forma entorpecidos que não conseguimos pensar. E acrescentem a isto os pequenos-almoços de mais três miúdos, porque estes são só os nossos!
Haja vida e saúde! [e tempo para lavar a louça]

4 meses de ti❤️



Já ris à gargalhada e passas o tempo que estás acordado a palrar {e estás muito tempo acordado}. Fazes umas covinhas deliciosas nas bochechas quando sorris, e fechas os olhos quando estás mesmo contente {que é muitas vezes}. Passas o dia com as mãos enfiadas na boca e escorres baba queixo abaixo, até ficares todo molhado, mas não te importas. Fazes birra de sono e lutas até caíres para o lado para não adormeceres. Achas que a vida é boa e gira demais, e que dormir é uma perda de tempo {compreendo-te}. Continuas a dar-me noites interrompidas de três em três horas, mas acordas a rir, quase a pedir-me desculpa por não me deixares descansar. E eu derreto-me, porque é impossível resistir à tua cara fofa e ao teu cheiro. És o único que desarma os manos a qualquer momento e tens a capacidade mágica de fazer o papá chorar enquanto dormes {vou experimentar esse "truque de Bela Adormecida", a ver se pega!}. De mim, herdaste o gosto pelas "selfies", o riso fácil e a vontade de falar sem teres nada para dizer. De resto, és o papá chapado e, há quem diga, um bocadinho do mano Vasco.

Hoje fizeste 4 meses às 00.43h e és o bebé mais feliz do mundo. Do nosso, pelo menos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Já te disse que te amo? [eu sei...preferes que te coma de beijos]


A poucos dias de fazeres 4 meses, já não me lembro de como era a nossa vida sem ti. Ou por outra, lembro-me e sinto falta de muitas coisas, mas já nada disso tem importância perto de tudo o que és e da sintonia que trouxeste a esta casa.
Acordo e deito-me exausta, não há volta a dar. Tu, os manos e a escola, o gato, a casa, o papá a trabalhar muito neste seu regresso à rotina, os dias e as noites. É cansativo ser mãe de quatro, parece uma gincana que nunca acaba, embora tenha sempre a quem passar o testemunho nos momentos-limite. Mas tu vieste para reclamar a mãe que sempre quis ser e que nem sempre consegui. E fazes o trabalho bem feito, porque és generoso e exigente na conta certa. És tudo o que sonhei e mais um bocadinho. Ah, e cheiras a baunilha.

Já te disse que te amo? Eu sei...preferes que te coma de beijos.

Uma noite lixada, um smoothie matinal e sono...muito sono!


Esta manhã, para ajudar à "festa matinal diária", o Vicente decidiu acordar para mamar às seis da manhã e não voltar a adormecer. Quis vir para a cozinha com os manos e esbanjar daqueles seus sorrisos que enternecem toda a gente {ou que nos enternecem a nós, pelo menos}.
Apesar disso, o meu humor não melhorou. Tenho o Vasco  com uma virose de vómitos e febre, e acabei de sair de uma noite de muito pouco descanso.

Para me animar, decidi fazer um smoothie matinal com o que tinha aqui por casa*:
1 banana
4 amêndoas peladas
40g de aveia demolhada durante a noite (para ficar amolecida)
1 colher de chá de mel 
1 colher de chá de canela
1 colher de café de cacau orgânico em pó
Bebida de soja  a gosto

*receita inspirada num smoothie da Deliciously Ella, mas adaptada ao meu gosto pessoal e aos ingredientes que tinha em casa

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"O que és daquilo que querias ser quando fosses grande?"




A propósito deste post, recebi um comentário de um leitor que acha que todos nos deveríamos colocar a pergunta "o que és daquilo que querias ser quando fosses grande?".
Aquilo ficou-me na cabeça, porque ando há uma vida a tentar descobrir o que é que me move, qual a minha verdadeira paixão e o que vim cá fazer.
Adoro os meus filhos, a minha vida, a família que ganhei na lotaria e aquela por que corri atrás, os meus amigos, mas essa seria sempre a resposta-lugar-comum. Isso é de quem eu gosto, mas não responde à pergunta "do que é que eu gosto?", pois não? Não.
A pergunta do leitor fez ricochete e pode bem ser uma pergunta a que chamo de "casa de partida". Afinal, é na infância que, supostamente, estamos mais libertos de espartilhos sociais. ´É a fase por excelência, em que verbalizamos aquilo de que verdadeiramente gostamos sem medo de cairmos no ridículo, e sem ninguém a dizer-nos "isso não dá dinheiro nenhum!", "essa profissão não tem futuro!" ou "isso não é para ti!". Quando somos pequenos {partindo do princípio que temos uma auto-estima regada e espaço para sermos livres, como tem de ser}, podemos ser o que quisermos e, melhor que tudo, estamos autorizados a dizê-lo em voz alta sem sermos criticados por isso. É aqui que acho a pergunta do leitor fabulosa, porque ela remete para a origem, para o princípio de tudo, para o meu princípio.
Mas, afinal, qual foi o meu princípio? Bastam dois segundos para organizar ideias e responder: escrever e falar com pessoas. E vocês? Qual foi o vosso princípio, já pensaram nisso?

A vida correu e tornei-me Assistente Social. Gosto da minha profissão, porque gosto de pessoas, mas não sou apaixonada por ela {acho que é a primeira vez que digo isto}. O que me apaixona verdadeiramente, o que me faz perder as horas, o que me sai naturalmente, o que me faz frio na barriga é escrever {podia passar horas a escrever!}, falar com pessoas e partilhar coisas. Escrever e falar, escrever e falar. Comunicar.
Agora, a pergunta mais difícil, a do leitor: o que sou daquilo que queria ser quando fosse grande?
Este blogue tem contribuído para cumprir parte da minha paixão: a escrita e a necessidade de partilhar. O resto se verá, mas uma coisa é certa: saber o que me faz feliz já é uma enorme vitória. O que fazer com isso, garanto que terá resposta um dia.

As nossas manhãs cá em casa [sem berros]


A partir das seis e meia da manhã, a minha casa {e em particular, o meu quarto!}, parece uma estação de comboios em hora de ponta. O Duarte toma banho na casa-de-banho colada ao quarto, o bebé acorda para mamar, o Vasco e a Vitória entram na minha cama para os últimos minutos de ronha até serem sete da manhã e terem de começar a despachar-se.
O meu homem, entretanto, já está na cozinha a preparar pequenos-almoços à medida de cada um: ovos mexidos, estrelados, torradas, panquecas, fruta e legumes descascados, o que tiver sido decidido na véspera.
Não é uma logística fácil, mas ninguém está à espera que seja, numa família de seis. Mas vos garanto que este planeamento prévio das refeições {incluindo pequenos-almoços}, tem sido uma enorme ajuda cá em casa, porque já sabemos o que todos querem comer, temos connosco os ingredientes necessários e não há berros. Acordamos cedo, mas sem atropelos, e temos tempo de sobra para comer sentados e juntos. Um privilégio nos dias que correm.
Toda a vida quis ter uma família grande e barulhenta. A coisa cumpriu-se.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mediação Familiar Internacional [um tema mesmo actual!]


Quem acompanha o blogue, sabe que a minha vida pessoal, de filha e de  mãe, incluiu momentos difíceis relacionados com o tema da separação.
Por ser um assunto que me toca directamente, sempre que sei de workshops e formações nestas áreas do divórcio, conflitos familiares e mediação familiar, fico "de antenas no ar". E partilho por aqui, porque sei que também é um tema que vos interessa.
Fiquem, então, a saber que no Sábado, dia 24 de Setembro, a Red Apple está a organizar o workshop em Mediação Familiar Internacional, entre as 14h e as 18h. É dirigido a pais, Mediadores Familiares e Culturais, Advogados, Juristas, Educadores de Infância e outros profissionais das Ciências Sociais, e pretende sensibilizar e informar sobre as especificidades da Mediação Familiar Transfronteiriça como meio de resolução de conflitos familiares internacionais.
Para saberem todas as informações, espreitem AQUI! E já agora, inscrevam-se como eu.


Dia Mundial da Doença de Alzheimer [campanha "Instantes"]


Comemora-se hoje o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e para assinalar esta data, a Associação Alzheimer Portugal promove a campanha "Instantes", procurando contribuir para sensibilizar a população para esta doença, que atinge centenas de idosos e suas famílias.
A Doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de várias funções cognitivas {como a memória, a concentração, a linguagem, o pensamento, entre outras}, e traz alterações no comportamento, personalidade e capacidade funcional do doente.
A fotografia acima, publicada AQUI, está propositadamente desfocada para lembrar que, às vezes, as memórias de quem mais gostamos podem começar a desvanecer-se. E eu não quero esquecer.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Mãe, estou a ficar igual a ti!

Mais um livro para a nossa biblioteca de cozinha saudável. E pela primeira vez, uns óculos de ver ao perto...
[acho que os 42 se abateram sobre mim!]

Registar para não esquecer...



O mais velho toda a vida quis ser engenheiro, como o pai, mas há dois dias informou-me que quer ser Biólogo Marinho. Adora animais, mas nunca seria Veterinário porque não gosta de sangue nem de ver os bichos sofrer. E emocionou-se pela primeira vez, quase ainda de fraldas, quando morreu o pai do Rei de Leão. Bate certo.
A miúda quer ser artista e desenhar a vida toda. Como se isso fosse possível, torna-se ainda mais luminosa quando desenha. Tudo tem cor e detalhes e expressão. Nela e naquilo que põe no papel.
O do meio {ou já não é do meio?} decidiu que quer ser Chef de Cozinha. Está sempre pronto para ajudar nas refeições, faz maionese melhor que o Rui e uma salada de tomate como a da minha mãe, à algarvia.

Não sei o que o futuro lhes reserva, mas gosto que sintam esta liberdade para imaginarem qualquer coisa: ir à Lua, trabalhar na NASA, salvar vidas do outro lado do mundo {ou deste}, subir ao Evereste. Sonhar precisa-se, crianças e adultos. Urgentemente.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Este post não é sobre alimentação [é sobre a vida]




Têm-me pedido para dar algumas dicas sobre a minha alimentação actual, porque a perda de peso tem sido visível. Sobre isso, quero começar por dizer duas coisas:
1. Sempre que amamento perco peso com facilidade e esse facto, só por si, tem facilitado o processo;
2. Não tenho quaisquer conhecimentos técnicos sobre a matéria, nem sei dizer se o que faço se deve aplicar a quem está aí desse lado. Esta é, simplesmente, a minha experiência pessoal, que vale o que vale.
Posto isto, dizer-vos que passados dois meses do Vicente nascer, tive uma consulta de Nutrição na Clínica do Tempo, onde em função do meu peso, estilo de vida, etc. adoptei um plano nutricional específico que me ajudou a fazer uma reeducação alimentar. É assim que me faz sentido, porque é reaprendendo a comer que posso, de facto, fazer mudanças de fundo que geram rotinas e que estabelecem hábitos. O meu objectivo no pós-parto não era perder peso à força nem à bruta {nem podia ser!}, mas aprender a comer de acordo com as minhas características e necessidades e do meu bebé, e transpor muitas dessas mudanças para o meu dia-a-dia a médio e longo prazo.
Não irei aqui mostrar o Plano, porque não quero que ninguém caia no erro de o adoptar. Trata-se de um guião personalizado, que teve em conta muitos factores e que, por isso mesmo, não se deve generalizar. Ainda assim, dizer-vos que conta com algumas linhas gerais:
- Eliminar os hidratos de carbono à noite e reduzi-los drasticamente ao almoço {1 colher de sopa};
- Beber 2,5l de água por dia {confesso que este tem sido o meu calcanhar de Aquiles};
- Esquecer o pão {estava à espera que fosse mais difícil!};
- Abandonar os açúcares adicionados;
- Comer de duas em duas horas, evitando sentir fome e fazer asneiras desnecessárias.

Continuo a seguir este plano com pecadilhos à mistura, que não serei beatificada. Mas pelo caminho e fruto de pesquisa que comecei a fazer, intrometeu-se o regime Paleo na minha vida. Comecei por ler o livro "30 Dias para Mudar de Vida - Detox Paleo", da Joana Moura, e passei para o "Livro de Receitas Paleo" da Irena Macri. Pelo meio, visito muitos blogs sobre o tema e tenho o melhor aliado que poderia ter, o meu marido, que convertido ao regime Paleo, decidiu transformar a sua persona de Chef de cozinha, num Chef Paleo. Este facto, que parece não ter importância nenhuma, tem tido enorme influência no meu processo por duas razões:
1. É muito mais fácil a dois {fazer mudanças alimentares drásticas requer a cumplicidade do parceiro, ou tudo fica mais difícil};
2. O meu marido cozinha lindamente e tê-lo como aliado tem sido uma mais-valia {pesquisa receitas, inventa, experimenta e acerta}.

Descobrir o "mundo Paleo" tem sido um admirável mundo novo, perdoem-me o lugar comum. Não conto calorias, a comida é super saborosa e nunca tenho fome. Na verdade, acho que nunca comi tão bem e sem nenhuma culpa.
Não falarei aqui sobre os princípios desta alimentação, até porque os livros que citei {e muitos outros}, são a vossa melhor fonte. Mas dizer-vos que adoptei alguns deles, como a tentativa de deixar de comer trigo {não sou fundamentalista, mas evito quando posso}, a drástica redução do açúcar e a diminuição do consumo do arroz e da batata {à excepção da batata doce}, na maioria das vezes. Reforço "na maioria das vezes", porque não me privo em almoços e jantares de amigos, nem quando me apetece muito. Mas o estranho disto tudo, é que me vai apetecendo cada vez menos. Aposto em pratos bonitos e coloridos e sinto que estou a diversificar muito mais a minha alimentação, ao contrário do que se possa pensar. Afinal, há um mundo de alimentos para provar e é uma pena ficarmo-nos sempre pelos óbvios.
Outra mudança de fundo tem sido  uma maior preocupação com os alimentos que escolho cá para casa. Passei a comprar grande parte da fruta e dos legumes numa frutaria de bairro e evito alimentos com muitos aditivos. Penso nisso, pelo menos, e tento fazer escolhas mais inteligentes e saudáveis.

Para terminar, dizer-vos que a perda de peso é apenas a ponta do iceberg, a parte visível. Valorizo, igualmente, o que não se vê à vista desarmada, mas que tem mudado a minha vida em família: um maior planeamento das refeições e a adesão serena dos miúdos a algumas das novidades.
E por último, voltar a reforçar a ideia de que não embarco em visões fundamentalistas, na alimentação nem na vida. Acredito que é preciso ir ouvindo o nosso corpo para acertar, e pecar de vez em quando, ou nada disto teria graça.

Vencedoras do passatempo "Bimbo Global Energy 2016"!



Já temos três vencedoras e respectivas famílias que, no dia 25 de Setembro, virão caminhar comigo na Bimbo Global Energy - Lisboa corre pela Paz:

Catarina Morgado
Mafalda Cordeiro
Sofia Palma

Lá nos encontraremos, a caminhar pela melhor das causas!

As nossas manhãs [e o melhor pão de banana do mundo]



[pão de banana do livro da Irena Macri, feito ontem à noite, enquanto os miúdos dormiam]

Dou de mamar às duas e tal da manhã {às vezes, mais cedo}, e volto a dar por volta das quatro. E depois, às seis. Às seis e meia, o meu filho mais velho levanta-se porque agora é crescido e vai para a escola de comboio, e não durmo mais. Gosto de me levantar e de ficar a vê-lo, enquanto prepara uns ovos mexidos, metido nos seus pensamentos. Gosto de moer o café no moinho recém comprado e de pôr a cafeteira ao lume para sentir aquele cheirinho a café acabado de fazer. Gosto de ver o meu marido chegar à cozinha a cheirar a banho acabado de tomar, e de pormos a mesa juntos, para um pequeno-almoço familiar que planeámos de véspera. E gosto de abraçar o Duarte antes de sair sozinho. E de lhe dizer ao ouvido que o adoro.
Gosto de rotinas, porque são elas que fazem a nossa história. E porque a nossa, é uma grande história.