quarta-feira, 31 de agosto de 2016

As nossas últimas fotografias das férias!



Juvenália de Oliveira Fotografia

Férias acabadas. Novas rotinas a ganhar forma. Desafios para superar. Coisas boas.
Deixo-vos o meu marido, a minha filha e o meu filho mais velho ao pôr-do-sol de Alvor, aos olhos da avó Ju.

[bons recomeços]

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Férias em família [desafio superado!]

Juvenália de Oliveira Fotografia
Esta é a nossa última fotografia das férias de 2016, tirada hoje, à saída da praia.
Quando acaba o Verão em família, sinto que crescemos todos mais um bocadinho, porque é sempre um desafio {superado} passarmos os dias inteiros juntos. E que desafio!
Há discussões, gritos, gargalhadas, gente a falar ao mesmo tempo, vozes que se atropelam, mimos e abraços, brincadeiras inventadas para matar o tempo, tédio {porque as "tecnologias" ficaram em modo "serviços mínimos"}, cansaço, felicidade pura, tempo de sobra, cansaço {já tinha dito?}, cumplicidades.
No nosso mundo, é para isto que as férias grandes servem: para dedicarmos tempo uns aos outros; para afinar desencontros; para limarmos arestas; para fortalecer esta família gigante que temos e que, no nosso caso, se faz de tantos afectos diferentes: padrasto, madrasta, irmãos e "irmãos do coração", avós e "avós do coração", um mundo de gente boa.
Saio destas férias cansada e feliz da vida. Somos uma família do caraças!

As Panquecas do meu homem [a receita!]




No instagram do Dolce Far Niente temos partilhado algumas fotos dos nossos pequenos-almoços a Sul. Deles têm feito parte as chamadas "panquecas do meu homem", um verdadeiro sucesso familiar que os miúdos anseiam todas as manhãs. E acreditem que não é fácil arranjar receitas que agradem aos três!
A pedido de algumas famílias, aqui fica a receita cedida pelo meu marido {inventada um bocadinho todos os dias}:

Para 4 pessoas (2 a 3 panquecas por pessoa)

Ingredientes:
- 1 chávena de farinha de trigo integral
- 1/2 chávena de farinha de centeio integral
-3/4 chávena aveia em flocos
- 1/2 chávena de coco ralado
- 1/4 chávena açúcar amarelo
- 1 colher de chá de fermento
- 1 colher de chá de canela
- 2 bananas esmagadas (se forem bananas da Madeira, não adicionamos açúcar)
- 3 chávenas de leite meio gordo (pode substituir por leite de soja ou bebidas de arroz ou amêndoa)
- 2 ovos batidos

Notas:
- As nossas panquecas são sempre cozinhadas com óleo de coco;
- Gostamos de "brincar" com as farinhas: as do pequeno-almoço de hoje não levaram farinha de trigo, mas 1 chávena de farinha de centeio integral e 1/2 chávena de farinha de alfarroba, que lhes dá um aspecto achocolatado {os miúdos adoram!}, e um sabor maravilhoso [no nosso instagram está uma foto das panquecas de alfarroba de hoje];
- Pode ir acrescentando leite/bebidas de arroz ou amêndoa, se sentir que a massa vai ficando espessa demais.

Boas panquecas!!

sábado, 27 de agosto de 2016

Sabem do que tenho saudades? [sem filtro]



Tenho saudades de sair sozinha com o meu homem. E de sair mesmo sozinha, metida nos meus pensamentos.
Tenho saudades de beber uns copos entre amigos ou só um copo de lambrusco fresco com o meu marido, enquanto o nosso jantar está ao lume.
Tenho saudades de ler três parágrafos de um livro sem interrupções e de dormir uma noite seguida.
Tenho saudades de ter as mamas só para mim (ou para o meu marido, quanto muito e quando me apetece).
Tenho saudades de poder sair de casa sem nenhuma culpa e sem um aperto no coração.
Tenho saudades de dormir sozinha com o meu marido.
Tenho saudades de falar alto no meu quarto. E de fazer o que me apetece no volume que me apetece.
Tenho saudades de fazer amor sem hora marcada e sem interrupções.
Tenho saudades de ir à casa-de-banho sem ser incomodada porque o bebé tem fome.
Tenho saudades de não fazer nada.
Tenho saudades de poder fazer o que me dá na real gana.
Tenho saudades que se dirijam a mim, esquecendo-se da minha qualidade de mãe.
Tenho saudades de passear no Chiado sem horas para voltar e sem carrinho para empurrar.
Tenho saudades de andar de carro sozinha e de ficar em completo silêncio.
Tenho saudades de ter uma conversa com princípio, meio e fim com o meu marido, sem ser constantemente interrompida.
Tenho saudades de beber sangria. E de beber uma imperial gelada com amêijoas à bulhão  pato.
Tenho saudades de falar com gente crescida. E de não falar de bebés.
Tenho saudades de uma refeição com os dois braços à mesa, sem que um tenha que servir para embalar a alcofa.
Tenho saudades das minhas mamas com o tamanho normal e de poder vestir camisolas sem parecer a Sabrina da minha adolescência {lembram-se da Sabrina??}
Tenho saudades de um serão sem ter de ir ao quarto embalar o bebé mais de trezentas vezes.
Tenho saudades de não comer à pressa, de não tomar banho à pressa, de não me vestir à pressa, de não fazer xi-xi à pressa. Tenho saudades de não ter pressa, basicamente.
Tenho saudades de dormir sem soutien e de usar soutiens normais durante o dia.

Continua... {quando tiver tempo!}

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A foto das nossas férias!

Juvenália de Oliveira Fotografia

Todos os anos elegemos "a foto das nossas férias". Uma que retrate os tempos que passámos a Sul e o estado de alma da família em cada Verão.
Desta vez escolho esta, tirada pela minha mãe. A provar que gozar a praia fora de horas com um bebé recém-nascido, pode ser maravilhoso. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

3 meses de Vicente!

Juvenália de Oliveira Fotografia

Hoje o Vicente faz três meses.
Parece que foi ontem que saiu de dentro de mim, minúsculo, sujo, quente, e que me arrebatou.
Caramba, amor, nunca fui tão feliz.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

domingo, 21 de agosto de 2016

E pensar que já corri uma meia-maratona!

Foram 12 meses parada.
Estou morta, mas mais viva que nunca. Entendem isto?...

[4km a correr e a caminhar, que não há milagres]

sábado, 20 de agosto de 2016

Bebé bom❤️

Juvenália de Oliveira

A poucos dias de fazer três meses, o Vicente gosta de festinhas na cabeça enquanto mama, que lhe cante ao ouvido, que o embale no colo e na alcofa. Gosta de abraços firmes e de beijinhos repenicados e sonoros, que o olhe nos olhos. Gosta de adormecer com o ó-ó na cara, de mamar sempre que está agitado e sempre que lhe apetece, de ouvir a voz dos manos, de dormir a sesta ao ar livre, de andar só de fralda e de tomar banho. Ah, e também gosta que lhe digamos "bebé bom", vá-se lá saber porquê! Gargalhou com estas palavras mágicas :)

[nota para nunca me esquecer]

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Clínica do Tempo [dia #39]*



O meu desafio Clínica do Tempo começou AQUI, lembram-se? Tinha tido um bebé há cerca de 1 mês e meio, pesava 68,2kg e começava um plano alimentar personalizado. 
Passados praticamente quarenta dias, perdi 6kg, nunca passei fome e ganhei a auto-estima que precisava nesta fase exigente da vida, em que os cuidados com um bebé recém-nascido e a atenção redobrada que tento dar aos meus três filhos mais velhos, me fazem cabelos brancos extra. Faz parte, não me queixo {quer dizer, vou-me queixando, que não sou de ferro}.
Estou muito contente com isto que consegui, com o facto de me irem dizendo que estou mais magra e, principalmente, com a imagem que vejo projectada no espelho. Recomeço a gostar dela e digo-o sem falsas modéstias. 
Apesar disto, tenho cometido alguns pecadilhos, não vos minto. O pão das tibornas algarvias que não era suposto comer de todo; a primeira bola de berlim do Verão {ainda ontem}; os quadrados de chocolate negro que como às escondidas dos meus filhos, depois do almoço; a açorda de camarão que jantei no outro dia, entre amigos. Não me culpo, que a vida também é feita disto. Mas agora sei melhor o que comer. Sei o impacto das escolhas alimentares que faço sobre o meu corpo. E sei que este é um percurso interminável que me apetece continuar a explorar: o caminho da saúde e do bem-estar.
Em Setembro começo uma nova fase na Clínica do Tempo e pretendo voltar ao exercício físico, que não há milagres. E depois, quem sabe, dar início a um novo desafio...
Ficam por aí?

[peso à data de hoje: 62,2kg]

*post escrito em parceria com a Clínica do Tempo

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A primeira vez...




O Vicente hoje gargalhou pela primeira vez. Eram sete da tarde, estávamos na praia de Alvor, os manos na água com o Rui, e eu com a cabeça enfiada no "ovinho" para me proteger do vento e para fazer macacadas à vontade.

[registo isto para não me esquecer nunca mais. Cometer o mesmo erro à quarta vez é burrice]

Quantas vidas cabem numa vida?

Há imagens que me transportam lá para trás.
Quando pus eyeliner nos olhos para as minhas primeiras saídas nocturnas. Quando dei um beijo na boca a um amigo americano, com quem estive prestes a emigrar. Quando passei a noite na praia para assistir a uma chuva de estrelas. Ou quando me apaixonei pela primeira vez, tinha treze anos, que a idade não conta.
Esta terra devolve-me isso tudo outra vez. E sabe bem.

[quantas vidas cabem numa vida?]

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Quem não tem cão, caça com gato! [acertei no ditado?]


Os putos chegam hoje, e com eles ficamos com uma família de seis num carro de cinco.
O meu homem vai testar a bicicleta do meu avô Garcia, o seu meio de transporte dos próximos dias :)

domingo, 14 de agosto de 2016

Uma mentira branca e uma declaração de amor


Jurei-te e a mim própria que nada entre nós iria mudar depois do nascimento do Vicente, mas menti. Mudou tudo. O tempo já não é mais nosso, o meu corpo deixou de ser uma casa partilhada só contigo, e na verdade, a minha atenção está focada nele. Nem sempre ouço tudo o que me dizes até ao fim, quase não termino tarefas porque o bebé reclama pela minha presença constante, caio redonda na cama, sem conseguir entregar-te o meu corpo e a minha alma. Só quero que o Vicente adormeça para que eu possa finalmente dormir umas horas.
Há tantos assuntos sobre os quais te quero falar, mas também  nem sempre consigo. Ora cuido do bebé, ora nos minutos em que ele me dá descanso só me apetece calar e respirar fundo. Se fumasse, puxava de um cigarro.
Sei que às vezes te ressentes disto tudo. Fazes o pino e o salto encarpado para me ajudares, mas sou eu que alimento o Vicente e ainda é só comigo que ele se acalma.
Também sei que essa impotência contra o seu choro te magoa, às vezes. A paternidade (como a maternidade), é uma constante lição de humildade, porque nos expõe a todas as fragilidades, logo com quem mais amamos. Uma prova do caraças!
Uma coisa não te disse: que iria ser fácil. Os filhos são a maior prova de superação que os pais podem ter e sei que vamos passar no exame com distinção. É que apesar desta confusão toda, olho-te e vejo-te como sempre te vi. E amo-te ainda mais, porque não sei se já te disse, mas há muito tempo que sonhava ter um filho teu.

sábado, 13 de agosto de 2016

Saudades disto...

Foto: Juvenália de Oliveira

Já lá vão duas semanas sem os manos mais velhos. Sei que estão bem, felizes, a viver o outro lado das suas vidas. Mas chega a esta altura e sonho com eles. Todas as noites.

Mas que família é esta?

Bastou-me ver o trailer deste filme para decidir que não posso perder isto, por nada deste mundo!
Tudo o que contribua para desmistificar a saga de famílias grandes e loucas {como a minha!}, é uma ajuda preciosa à minha sanidade mental :)

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Nós por cá [a Sul]

Como ainda estamos só os três, temos deixado correr os dias ao sabor do Vicente e dos seus horários exigentes.
Apesar da logística, às vezes, difícil que as fotografias fofinhas não captam, tenho cumprido a promessa que fiz a mim própria ainda grávida: a de não me fechar em casa à espera que o bebé cresça. Tenho feito por isso, com dias mais fáceis que outros, uns em que o Vicente colabora melhor, outros em que sou eu que estou mais rabugenta do cansaço. Enfim, o normal para esta fase da vida.
No geral, as coisas têm corrido muito bem, sem pressas. E há muitas vezes em que olho para o meu marido e lhe digo que isto tudo ainda parece mentira. Uma grande e deliciosa mentira.

[continuem a seguir-nos diariamente através do instagram]

terça-feira, 9 de agosto de 2016

É oficial, temos que mudar de carro!



Ontem despachámos a tralha de seis pessoas em dois carros e metemo-nos a caminho do Algarve ao final do dia, para o Vicente não apanhar muito calor.
Eu conduzia um com o bebé ao lado, e o meu homem conduzia o outro, sozinho com trezentas malas, porque os três manos estão de férias com o pai e só irão ter connosco para a semana. Ainda assim, temos que levar tudo o que é necessário para todos. Coisa pouca!
Demorámos cerca de meia hora a passar a ponte e, logo a seguir, vi o meu marido fazer sinal para pararmos na estação de serviço do Seixal. Dei por mim a pensar quão longa iria ser esta viagem, com ele a querer parar em cada esquina para ver se o Vicente estaria confortável.
Parámos e percebi que algo de mais grave se passava: o Smart dera o berro de vez, parece que por culpa da correia de distribuição, o que quer que isso seja.
Aproveitámos para jantar nesse belo McDonald´s da estação de serviço do Seixal, dei de mamar virada para a A2 e regressei a Lisboa com o meu bebé já confortado, enquanto o meu homem chamava o reboque para trazer o carro de volta a uma oficina perto de casa. Como sou uma mulher optimista, repeti para mim própria que mais valia termos parado no Seixal que em Alcácer, e dormi sobre o assunto.
Hoje, as novidades não são as melhores. A nossa oficina não mexe em Smarts e a coisa pode não ser assim tão simples. Também não me deixo abater. É voltar para o Algarve no único carro que temos disponível e onde não vamos caber os seis. É voltar às origens e utilizar as duas bicicletas que temos na garagem da casa lá de baixo: a minha "pasteleira" da adolescência e a do meu avô Garcia, que o meu homem mandou arranjar o ano passado, graças a Deus. É fazer umas férias diferentes com os miúdos, uns de bicicleta, outros de rabinho tremido no carro de cinco lugares. É fazer duas viagens quando precisarmos ir mais longe. E agradecer à minha mãe por nos ir buscar a todos, no final das férias. É ver o lado bom de um episódio chato. E depois, na rentrée que se avizinha, é comprar um carro onde caiba esta família gigante. Haja saúde.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Mamã, mama, mamã, mama... :)


Há exactamente dois meses e meio que esta tem sido a minha tarefa diária principal. Uma espécie de "bar aberto" com a missão mais nobre de todas.
Não escondo que, às vezes, me cansa muito amamentar. E que me limita os passos. Mas sei que é a prazo. E é preciso aproveitar bem o que não dura para sempre.