terça-feira, 23 de maio de 2017

Noivas em forma!*


Muita gente me tem perguntado o que ando a fazer para ter emagrecido tanto. A resposta é fácil: desde Agosto de 2016 que como de maneira diferente, graças aos conselhos de nutrição da Clínica do Tempo, e tem sido com a ajuda dos tratamentos não invasivos Liposhaper e Biotime que me tenho mantido sem flacidez, embora o único exercício que faça com regularidade seja pegar no meu bebé ao colo!

Até ao final de Maio,  a Clínica do Tempo tem condições especiais para noivas, através do "Programa Especial Noivas de Sonho", que inclui:
- Consulta de Nutrição com análise de composição corporal;
- Check-up Ortomolecular;
- 2 zonas de Liposhaper;
- 1 Biotime;
- 1 Limpeza de pele.

Se estás noiva ou se conheces alguém prestes "a dar o nó", este post é para ti!

[Informações sobre esta campanha através do Call Center Internacional:(+ 351) 21 458 85 00]

*post escrito em parceria com a Clínica do Tempo

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cabelos naturais: a história da minha "transição"

A última vez que pintei o cabelo foi em Janeiro, e decidi deixar de o fazer porque estava farta de químicos e de comichões no couro cabeludo, porque andava cansada de ter de pintar cada vez com maior frequência e porque queria conhecer o meu cabelo ao natural. Na verdade, há mais de vinte anos que o cobria (já foi preto retinto, castanho, ruivo, vermelho e louro...), e a curiosidade de saber de que cor era agora, também foi umas das razões porque decidi abandonar as tintas.
Procurei informar-me sobre outras mulheres que, ainda relativamente jovens, tomaram decisões parecidas, e no meio da pesquisa, descobri que apesar de sermos cada vez mais, este ainda é um tema muito controverso, principalmente (e curiosamente!), entre as mulheres. Recebi muitas críticas nas redes sociais e algumas na vida real. Houve quem tentasse dissuadir-me a bem e a mal, quem me dissesse que iria ficar velha, com um "ar pesado", e houve até quem dissesse que os meus filhos iriam ter vergonha de mim, por passar a parecer a avó nas reuniões da escola. Tive críticas construtivas, destrutivas, gratuitas e tive comentários maravilhosos de gente que não me conhece, mas que me deu uma força enorme. Ainda assim, a grande motivação chegou de casa: do meu marido (apoiante desde a primeira hora), da minha mãe (curiosa por todas as mudanças feitas com convicção), e dos meus filhos, assustados no início, mas eternamente tolerantes com as novidades que, às vezes, lhes apresento de repente. A todos eles, obrigada por me aceitarem como sou.
Esta história não estaria completa sem referir as "mulheres guerreiras" que me têm apoiado nesta viagem desde o momento em que criei o grupo de facebook, Mulheres de Prata. Já o disse aqui e repito: criei-o por razões meramente egoístas, porque não queria ficar sozinha neste "barco". Mas rapidamente o grupo se transformou em muito mais que isso. A motivação, o foco, a troca de informações, a generosidade de todas, tem sido uma descoberta maravilhosa e um excelente exemplo do que podem ser as redes sociais feitas por gente boa. O grupo conta hoje com mais de 1600 membros, mulheres que já são prata, que estão a caminho, que querem ganhar coragem, ou que simplesmente têm curiosidade sobre o tema. Todas as razões são válidas, desde que cheguem por bem.
Não pretendo catequizar ninguém para este processo. Estou muito feliz com o resultado (já não tenho praticamente tinta nenhuma), mas é a minha experiência, apenas isso. Ainda assim, há uma coisa que defendo acesamente desde que iniciei a minha transição: o direito que todas as mulheres têm de serem elas próprias, sem críticas alheias, nem pressões. O direito que todas temos de fazer as nossas escolhas, mesmo que elas possam parecer incompreensíveis, fora de tempo, desnecessárias.

À porta dos 43, cruzo-me ao espelho com esta nova mulher e mal me reconheço. Dou por mim a experimentar um estilo diferente e a ponderar usar roupa e acessórios que nunca antes ponderara, e vem-me à cabeça sempre a mesma ideia: nunca é tarde para recomeçar nada, para ser nada, para arriscar nada. E se esta história tem uma lição, é somente esta.

domingo, 21 de maio de 2017

10º Aniversário da Red Apple [eu vou!]


A Red Apple comemora 10 anos no próximo dia 28 de Maio e tem previstas uma série de actividades para pais e filhos que não vão querer perder!
E se quiserem estar à conversa com a Catarina, com a Ana  e comigo sobre os desafios das famílias de hoje, apareçam por lá pelas 14h30 e venham dar-nos um abraço.
Conto convosco, naquela que já é uma família para mim...

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Os filhos agradecem que os pais sejam crescidos!

Foto: Ana Varão
De cada vez que vou a mais uma sessão da Pós-Graduação em Mediação Familiar, venho de alma cheia!
Ontem o tema foi a Mediação Familiar Transfronteiriça/internacional, um tema duro onde o assunto da subtracção de crianças por um dos progenitores andou por lá, em cima da mesa. Saí com o coração apertado e com a certeza, ainda maior, de que é tão necessário ajudar os pais em conflito a gerir o processo, a reparar a imagem do outro (já não formam um casal, mas partilharão, para a vida, a responsabilidade maior delas todas - a parentalidade), e a seguir em frente. Os filhos agradecem que os pais sejam crescidos.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Filha, empoderar-te é proteger-te!

Num dia como o de hoje, em que o tema do abuso sexual veio à ribalta da pior maneira possível, deixo-vos este vídeo sobre o empoderamento das mulheres. Um projecto de esperança para as novas gerações, que mostra que educar para a igualdade de género é lutar contra a violência. Sem violência, por favor.



#vidareal




A virose que atacou a família toda há uma semana volta a fazer das suas, e a minha filha regressa aos vómitos e a casa. A noite foi em claro para ela, para mim e para o meu homem e o dia enrijece sempre que isto acontece, como se nos desse uma valente estalada assim que o despertador toca para o resto da vida seguir o seu caminho: pequenos-almoços para fazer, outros filhos para levar à escola, o bebé e as suas exigências que não esperam, a casa toda virada do avesso...
Olho para as redes sociais e particularmente para a que mais gosto, o instagram, e deparo-me constantemente com fotos lindas, vidas lindas e filtros maravilhosos! Mea culpa, também os uso e também gosto de partilhar o lado mais solar da minha existência comezinha, mas às vezes apetece ver o outro, o da vida real.

Vamos, de vez em quando, partilhar no instagram algumas fotos do nosso dia-a-dia menos glamouroso e usar o hashtag #vidareal? Porque ela, essa realidade que nos faz de carne e osso, toca a todos.

[parte da nossa em @martadolcefarniente]

terça-feira, 16 de maio de 2017

Eu, por estes dias...


Decisões por tomar. Projectos para dar conta. Desafios gigantes para quem, na maioria dos dias, se acha do tamanho de uma noz. Medo. Vertigem. Gratidão.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

#euqueroarrumar


Desde miúda que sou desarrumada. Quando me lembro das discussões com a minha mãe na adolescência temida, nunca foram por cigarros escondidos, noites tardias, companhias duvidosas, nem namorados fora da lei. Resumiram-se todas à roupa amontoada na cadeira, à cama que me "esquecia" sistematicamente de fazer, às tarefas domésticas que me entediavam sem nenhuma excepção e à minha crónica falta de jeito para todos os lavores.
Tornei-me mãe sem nunca ter cosido um botão, nem uma bainha, e nunca tive grandes tarefas domésticas à minha responsabilidade até essa altura, porque era filha única, aluna exemplar, adolescente-que-não-dava-trabalho e mais um monte de desculpas esfarrapadas que dava a mim própria para não fazer o que tinha de ser feito.
Passaram-se mais de vinte anos e não me transformei repentinamente numa fada do lar. Cumpro as tarefas com esforço e sem dedicação, porque detesto-as a todas. Mas se tempos houve em que tinha margem para ter ajuda diária, não tenho mais, situação que me obrigou a arregaçar as mangas, a deixar-me de "frescuras" e a tomar as rédeas da minha própria vida que, sem nenhuma ironia, nem jogo de palavras começa, literalmente, em casa.
Hoje, mãe de quatro, continuo a detestar todas as tarefas domésticas, mas cumpri-las, ainda que sem nenhuma devoção, é ensinar aos meus filhos a fazer diferente. É mostrar-lhes que uma casa arrumada ajuda a arrumar a cabeça, que a organização do espaço nos organiza interiormente e que uma família é uma equipa: todos ajudam para um fim comum.
Para quem não é naturalmente arrumado, como eu não sou, é mais desafiante educar para a arrumação. Facilmente resvalo para "o deixa andar" e tenho uma "cegueira crónica" para as coisas fora do lugar. E como um alcoólico em recuperação, policio-me constantemente, praticando a "observação activa" todos os dias: com uma atenção extrema e forçada, localizo roupa fora do lugar, brinquedos espalhados na sala e todas as formas de desarrumação, ensinando aos meus filhos o que fazer e que limites evitar, e lembrando-me a mim própria o que fazer e que limites evitar constantemente.

Para facilitar e melhorar a vida em casa, a IKEA acaba de lançar o movimento #euqueroarrumar, assinalando o dia 20 de Maio como o Dia da Arrumação. Se queres saber tudo sobre este movimento e descobrir todas as dicas dos quatro embaixadores desta iniciativa, visita o site euqueroarrumar.ikea.pt e lê os testemunhos da Decoradora de Interiores IKEA, Marta Cunha, do Psicólogo Eduardo Sá, da Mónica Pereira, do Atelier "Cooking Memories" e da Mariana Seara Cardoso, do blogue Aos Pares.
Para acompanhares o lançamento deste movimento, no dia 20 de Maio, as lojas IKEA recebem workshops para Membros IKEA Family, com a participação de convidados especiais que darão algumas dicas de arrumação e até 24 de Maio, todos os clientes IKEA podem usufruir de 25% desconto em vale IKEA em todas as cómodas MALM, e descontos em oito essenciais de arrumação.

Vamos educar para a arrumação?

domingo, 14 de maio de 2017

Hoje não foi um dia difícil [mas fica escrito o que acho sobre eles]



Como em todas as famílias, há dias difíceis. Dias em que a paciência é posta à prova a cada minuto, em que andamos mais cansados - miúdos e graúdos, em que precisamos todos de espaço e de tempo. Dias em que somos barulhentos, quezilentos e mimados. Dias em que trazemos para a esta nossa "bolha segura" as frustrações, os medos e os cansaços, numa amálgama mal amanhada que faz bola.
A família também é isto: este eterno colo onde deixamos cair as máscaras e a compostura social, para sermos, simplesmente. E a família-que-se-faz-de-Amor (que há outras feitas de matéria-prima menos nobre)serve para amparar a queda, para restabelecer limites e para garantir que a existência de cada um, sem nenhuma máscara, é possível. Na verdade, desejável.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Já passaram 3 anos!


A correria dos dias não me deixou vir aqui assinalar o nosso terceiro aniversário de casamento, mas venho agora, com esta fotografia tirada no dia em que "fugimos" da vida real para comemorar, e no sítio exacto em que me pediste para ser tua mulher. Era para ter escolhido uma das fotografias que o querido Pau Storch nos tirou naquele "nosso dia", mas esta é mais autêntica, porque agora estamos exactamente assim:  a "grisalhar" em conjunto.
Nestes três anos, a nossa vida mudou muito. Há quase um ano que se acabaram as nossas manhãs a acordar devagar e os momentos a dois tornaram-se "peça de museu". Mas não está pior, apenas diferente. E não muda a vontade maluca que temos de "fugir", de vez em quando, e de fingirmos que somos só nós. E depois da escapadela, fica o desejo de voltar para casa, onde temos à espera as quatro pessoas que mais importam.
Dizer-te que contigo, a vida real pesa menos.

domingo, 7 de maio de 2017

Post dedicado a todas as Mães reais...


[A nossa cozinha cheia de glamour, com tábua de engomar e cuecas e meias dobradas de madrugada]
Ainda só são nove e meia da manhã e o meu dia começou bem cedo, a limpar vomitado da cama do meu terceiro filho que está neste mísero estado. Os outros dois já vomitaram ontem, de modo que pode ser que hoje se safem. Ainda assim, falta um para a "festa" ficar completa...a procissão ainda vai no adro e estou convencida que, até ao final do dia, o quarto filho que ainda não vomitou se descairá com qualquer coisinha...
Minto. O meu Dia da Mãe não começou a limpar a poça de vomitado do endredon de um dos miúdos. Começou à meia-noite e meia, quando considerando o estado caótico a que uma casa de seis pessoas e um gato pode chegar, me pus a estender roupa, a meter loiça na máquina, a dobrar cuecas e a emparelhar meias, uma espécie de jogo de memória, tipo "onde é que terei visto a peúga rosa, às riscas azuis ainda agora mesmo?".

[Feliz Dia da Mãe para todas as mães "reais"!]

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A razão porque nunca mais falei do meu gato...


Ando zangada com o meu gato há muito tempo, porque há muito tempo que não me deixa dormir uma noite seguida. A partir das cinco da manhã, religiosamente, decide acordar para a vida, acordando-me com ele, ao meu marido e ao nosso bebé. Os meus filhos mais velhos são os únicos que estão protegidos destas "festas de madrugada", porque dormem nos seus quartos respectivos, de porta fechada.
Bem sei que não é politicamente correcto dizer o que vou dizer e rebéu-béu-béu, mas tenho pensado em dar o gato a quem o queira apanhar, facto que só ainda não aconteceu, porque não houve oportunidade. Depois deste post, acredito que não faltarão vozes zangadas, lembrando que o bicho é da família e que não se dão elementos da família. Eu não irei tão longe, perdoem-me a sinceridade. Da família são os meus quatro filhos, com quem não poucas vezes apareço com "cara de tacho" de manhã, porque estou a pé há três horas. E porque a cena se repete há três anos. Não dormir repetidamente, é devastador, e não é por acaso que é tortura. E, acreditem, já tentámos mil e uma estratégias.
Este post, contudo, não é para me queixar (embora pareça!), nem é para oferecer o gato num passatempo. É apenas para dizer que, apesar da zanga, há depois momentos como o da foto acima, em que relativizo e em que me esqueço. Porque o amor redime.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Campanha Dia da Mãe*


Quem segue este blogue há algum tempo, sabe que fiz a minha recuperação pós-parto na Clínica do Tempo, onde reaprendi a comer e onde, desde essa altura até hoje (sempre que posso!), recorro a tratamentos não invasivos que me ajudam a tonificar e a manter a forma.
Para além dos resultados que tenho obtido (e que são visíveis), gosto de falar das pessoas, isto é, da equipa maravilhosa com quem me tenho cruzado ao longo destes meses, que faz desta Clínica um espaço onde me sinto realmente em casa. Na verdade, os serviços podem ser fantásticos, mas continuo a achar que são as pessoas que fazem a diferença nas organizações e este caso não é excepção.
No Dia da Mãe e até ao final do mês de Maio, a Clínica do Tempo tem condições especiais para todas as mães. Se estava à espera de uma oportunidade, pode ser esta...

[Informações sobre esta campanha através do Call Center Internacional: (+ 351) 21 458 85 00]

*Post escrito em parceria com a Clínica do Tempo

Meu querido...

[sei que gostas desta música]

Bem sei que, às vezes, duvidas de ti próprio. Que acreditas mais facilmente que não és capaz e que essa tua (só tua) quase-certeza te desmotiva a arregaçar as mangas e a levantar voo.
Sei exactamente onde estás. Sei o que é não dar o máximo com medo de falhar. Sei o que é ficar a meio, para não descobrirmos que não fomos capazes de percorrer o caminho todo. E sei a angústia que é, termos medo de não corresponder ao que os outros esperam de nós.

Meu querido, sei exactamente onde estás. Mas dizer-te o que tenho aprendido:
Que se não tentarmos a nossa melhor versão, nunca saberemos do que somos feitos.
Que a nossa melhor versão muda em cada momento, e que se falharmos numa altura, podemos sair vitoriosos noutra qualquer.
Que são os erros que fazem a nossa história de superação e que é a nossa história de superação que nos faz de um material invencível.
Que o esforço compensa sempre, mais que não seja, dá-nos paz de espírito.
Que quem gosta de nós só quer que sejamos felizes. Ponto.
Que tens tudo o que é preciso. Temos sempre.
Que já és o meu orgulho.

["if you fall I will catch you..."]

terça-feira, 2 de maio de 2017

A idade, o envelhecimento e tudo o que me apetece dizer sobre isso!


Desde que decidi assumir os meus cabelos brancos, e a poucos meses de fazer 43 anos, penso muitas vezes nisto do envelhecimento e de como esta fase pode (se quisermos que possa), fazer-nos caminhar para a nossa essência.
Os posts que escrevo sobre o assunto têm recebido comentários pouco simpáticos de alguns anónimos, que dizem que ando obcecada com a idade e que não falo de outra coisa. Referem que estou insegura com a minha imagem, e que é por isso que passo a vida a falar do assunto: das Mulheres de Prata, da maturidade típica desta idade, entre outras coisas.
Esquecendo a indelicadeza com que grande parte deles aborda o assunto, não deixam de ter razão num aspecto: começo a pensar muito no tema do envelhecimento, sim, porque se tudo correr sobre rodas, ficarei velha. Essa é uma inevitabilidade de quem não morre precocemente e gostaria muito de envelhecer para ver os meus filhos serem homens e mulheres, para conhecer os meus netos, para ter liberdade para fazer, reformada e com filhos crescidos, tudo aquilo que agora não posso: viajar muito, dedicar-me a não fazer nada se me apetecer, continuar a andar na rua de mão dada com o meu homem, velhos e apaixonados, e olhar-me ao espelho sem grandes artifícios, a sentir-me bem na minha pele. A minha melhor versão.
Este é o meu quadro idílico da velhice, aquele que não implica falta de saúde nem a ausência das "minhas pessoas", permanecendo na posse de (quase) todas as faculdades físicas e mentais e com o privilégio de ainda poder ter ao meu lado aqueles que amo.
Claro que não sei o que a vida me reserva e desconheço se esta visão de mim própria, daqui a uns anos, vai ser qualquer coisa perto disto. Mas uma coisa é certa: já não tenho a arrogância de achar que ainda me falta viver tudo, e penso muitas vezes na forma como quero que estes anos vão sendo, no que quero passar a valorizar, nas quinhentas mil coisas que ainda quero aprender, nos afectos que me apetece regar, e no que não vale nada e posso prescindir.
Se isto é estar insegura com a idade a passar, não sei, talvez. Mas é, de certeza, estar mais consciente do presente, e querendo acreditar com todas as minhas forças, que dele depende o futuro. Que mais nada controlo a não ser isto, o aqui e o agora.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tenho saudades...


...de ir ao cinema sozinha contigo.
de dormir uma noite seguida.
de não ter nada para fazer.
de ter tempo para me entediar.
de fazer amor sempre que me apetecer.
de calcorrear uma cidade desconhecida.
de silêncio.
de estar sozinha.
de sair de casa com leveza.
de me perder contigo em Lisboa.
dos nossos fins-de-semana a dois.
de madrugadas sem bebé na cama.
de tempo para uma conversa nossa, com princípio, meio e fim.

Tenho saudades nossas.

sábado, 29 de abril de 2017

Amor é...


...gostarmos de alguém porque sim. Gostarmos imediata e irremediavelmente. Gostarmos de alguém para além do contexto e dos momentos mais ou menos difíceis. Gostarmos de alguém que gosta dos "nossos" e que os torna seus, um bocadinho mais, todos os dias.

[amo-te]

sexta-feira, 28 de abril de 2017

"Grisalhando"...


Não pinto o cabelo há três meses e meio e continuo sem vontade de o fazer. Estou a "grisalhar" devagarinho, embora haja dias em que me olho ao espelho e veja tudo a acontecer muito depressa. Ainda assim, e ao contrário do que algumas pessoas me diziam, não me sinto mais velha, menos confiante socialmente, nem com menor auto-estima. Acho, até, que este processo de transição que me levou a cortar o cabelo muito curto, fez com que encontrasse o meu estilo próprio, sem cair na tentação de querer parecer desta ou daquela maneira. Na verdade, só procuro uma coisa: ser todos os dias a minha melhor versão.
Por agora, começa a ser tempo de dar mais um corte e de fazer desaparecer os fios vermelhos que ainda resistem. E depois...depois é assumir esta minha cor, única, inimitável e intransmissível.

[se quiseres saber mais sobre esta minha aventura e sobre a de outras mulheres a "grisalhar", adere ao grupo de facebookMulheres de Prata]

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Envelhecimento e liberdade


Há certas verdades que só são "permitidas" às mulheres quando elas atingem uma certa idade. E quando se chega a esse ponto de maturidade, em que podemos ser quem somos e dizer tudo o que queremos dizer sem medo da crítica social, essa é a verdadeira liberdade.

[fã da Costanza Pascolato e de todas as Mulheres que arriscam ser felizes, mesmo quando o mundo parece ficar de costas voltadas]

terça-feira, 25 de abril de 2017

43 anos de liberdade [vamos tentando, vá...]


25 de Abril, sempre.
E para sempre a liberdade de podermos fazer as nossas escolhas, de reinventarmos as nossas famílias e de nos reinventarmos em qualquer momento da vida.
Que o direito a sermos felizes seja sempre maior que o medo e o melhor reflexo de Abril.