domingo, 3 de dezembro de 2017

Culpa e Conciliação: duas faces da mesma moeda!


Há dois meses que andamos entre otites, amigdalites e, mais recentemente, bronquiolites. A saga das "ites" traz muitas noites em claro, muitas idas à pediatra, muitos euros em medicamentos, muitas olheiras, muitas faltas ao trabalho, muitas acrobacias para tentar tornar a conciliação entre a vida familiar e profissional uma realidade efectiva e menos um conceito puramente teórico.
A verdade é que as mães que trabalham fora de casa com filhos pequenos sabem do que falo; desta constante sensação de estarmos sempre em falha com alguém ou com alguma coisa: com os filhos doentes, com a família que aguenta o barco quando pode, com as chefias a quem temos de ligar pela décima vez a informar que temos mesmo que faltar, com os colegas que (quando temos sorte e eu tenho tido), aguentam o tranco das nossas ausências.
Esta é a realidade pura e dura das mães com filhos pequenos que trabalham fora de casa. Uma culpa e uma ginástica constantes, um sentido do dever na família e no trabalho que nem sempre se concilia apesar dos chavões da "conciliação", um equilibrismo tantas vezes desequilibrado entre duas facetas da vida que se atropelam muitas vezes.
No meu caso, manter o equilíbrio seria impossível sem o apoio incondicional do meu marido, pai do Vicente e pai do coração do Duarte, do Vasco e da Vitória, nem sem o dos avós maternos, paternos e do coração que os meus quatro filhos têm a sorte de ter. A todos eles, o meu obrigada por poder dizer "sim" ao desafio de dar um passo à frente na carreira. Sei bem que nada se faz sem ajuda, e preciso muito da vossa para gerir as rotinas e a culpa de não estar sempre lá.

1 comentário:

Carla disse...

Como me revejo nestas palavras. Um beijinho